Chinaglia: reajuste do Judiciário é inviável
Relator do orçamento ressaltou que aumento de salários, com impacto de 7,7 bilhões de reais, nos cofres públicos não é prioridade
Arlindo Chinaglia: “Neste momento, a prioridade é um orçamento equilibrado que ajude o Brasil a continuar crescendo”. (Diógenes Santos/Agência Câmarra) Nesta semana, o governo enviou para o Congresso Nacional o Projeto de Lei do Orçamento Geral da União (PLOA) e provocou um desgaste com o Judiciário por não incluir no texto o novo valor da remuneração dos servidores. Após reclamações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a presidente recuou e enviou uma mensagem aos parlamentares com os reajustes pedidos - não sem criticar o pleito da magistratura. O impacto do aumento para os tribunais é 7,7 bilhões de reais.
Prioridades - De acordo com o relator, há outras prioridades a serem contempladas pelo orçamento. “Temos a lei Kandir, emendas parlamentares, recursos para a saúde e a agricultura. É uma miríade histórica de reivindicações”, comentou. “Neste momento, a prioridade é um orçamento equilibrado que ajude o Brasil a continuar crescendo”.
No mesmo evento em Brasília, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), preferiu colocar panos quentes no debate. “Teremos que dialogar para encontrar uma equação que atenda as demandas do setor e o equilíbrio fiscal diante da situação que o Brasil está vivendo”, afirmou. Para Maia, seria necessário criar uma política fixa de recuperação de salários de servidores, semelhante à data-base prevista em categorias privadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário