Para vereador, Copa será marcada por roubalheira
Até o momento, muitos mistérios cercam o projeto de revisão da Lei de Ordenamento do Uso do Solo (LOUS), que está sendo preparada por técnicos da prefeitura de Salvador e do governo do estado. Nos bastidores do poder, a informação é de que o texto será modificado para atender uma demanda comercial das empresas Odebrecht e OAS, responsáveis pela construção da Arena Fonte Nova. A expectativa é de que o projeto chegue à Câmara Municipal ainda este mês.
Entretanto, o assunto é destaque entre os vereadores da capital baiana. Para Alcindo da Anunciação (PSL) a realização do mundial trará grande prejuízo aos cofres públicos por conta da corrupção. “Não sabemos quando a matéria será entregue ao Legislativo. Mas, já se fala que tudo está sendo feito para atender interesses do setor imobiliário. É sempre assim. Recentemente, conseguiram aprovar a isenção de imposto para o Parque Tecnológico. Agora, não deve ser diferente. O problema é que tudo que envolve a Copa do Mundo acaba cercado de roubalheira. Aqui no Brasil e em Salvador não será diferente”. 
O discurso do vereador Paulo Câmara (PSDB) é mais moderado, mas o tucano também revela preocupação com a tramitação do projeto. “É preciso calma e responsabilidade. Não se pode mudar da noite para o dia o principal item do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). Espero que não haja pressão externa para que tudo seja feito com urgência e sem discussão. Imagine só liberar a construção de grandes empreendimentos nas imediações da Fonte Nova sem nem ao menos analisar, por exemplo, o impacto do trânsito da região. Aprovar esse texto ‘a toque de caixa’ vai colocar em xeque a credibilidade da Casa”.
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