“O governo Wagner adotou a medida errada para fazer o contrato da Fonte Nova. No final das contas vai custar quase R$ 2 bilhões. Vai ser o estádio mais caro do Brasil. Não tenho dúvida de que vai sair dinheiro aí para quem fez a obra, para os lobistas e para quem atuou no tráfico de influência”. A denúncia leva a assinatura do deputado Bruno Reis (PRP).
O parlamentar revelou que ficou “estarrecido” ao ter acesso ao contrato da nova arena. “Ao invés de fazer licitação, eles optaram por uma PPP (Parceria Público Privada). Com essa modalidade, as empreiteiras vão contar com financiamento público do BNDES e com dinheiro do governo do estado. Assim, os empresários vão entrar apenas com o charme. Não colocam R$ 1 na arena e vão explorar o espaço por 35 anos”.
A Fonte Nova vai ser o estádio mais caro do Brasil. Mais caro até mesmo do que o Maracanã, orçado em R$ 600 milhões e com 15 mil espaços a mais. Os valores dos contratos, de fato, precisam ser renegociados”.
O petista defendeu a forma de contratação da empreitada e cobrou responsabilidade da oposição. “Tenho ouvido a reclamação da minoria e posso dizer com tranquilidade que a PPP é a melhor opção. Além da contrapartida social, o projeto vai deixar um legado para a cidade de Salvador. Tudo tem sido tratado com total transparência. Agora, é preciso ter cuidado para não atrapalhar a Copa do Mundo. Se algo de errado acontecer, a gente vai saber de quem é a culpa”.
O governo Jaques Wagner. “Nesse caso, tem sempre uma demanda negativa contra o estado. E Não apoiamos a ida desse conselheiro à Assembleia porque seria construir palanque para a oposição”.
Bruno Reis se defendeu e levantou a bola do representante do TCE. “Estou no exercício do meu mandato e uma das minhas atribuições é fiscalizar as ações do estado e impedir o desperdício de dinheiro público. Outra coisa: Pedro Lino foi herói quando vocês estavam na oposição. Agora, que vocês estão do outro lado, de repente ele virou um algoz”.

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