O bispo de Trípoli, Giovanni Martinelli, confirmou neste domingo (1º) a morte de um dos filhos do ditador líbio Muamar Kadhafi, Saif Al Arab, o segundo mais novo, em uma entrevista por telefone ao canal italiano Sky TG24.
"Confirmo a morte do filho do rais", afirmou o religioso italiano, uma das pessoas que reconheceu no necrotério os corpos dos parentes de Kadhafi, segundo as imagens exibidas pela televisão estatal líbia.
O bispo, que mora há mais de 30 anos na Líbia, pediu à comunidade internacional e à ONU o fim dos bombardeios durante a entrevista ao canal de notícias italiano. "Peço respeito pela dor de um pai que perde o filho. É um gesto de humanidade", completou.
Saif Al Arab, 29 anos, e três netos de Kadhafi morreram no sábado (30) em um bombardeio aéreo da Otan, depois que a Aliança Atlântica e a oposição rejeitaram uma proposta de negociação do dirigente líbio, segundo divulgou o porta-voz do governo líbio.
Na manhã deste domingo (1º), o governo britânico não confirmou a notícia. "Nós ainda não temos verificações para comentar. São ainda notícias não confirmadas. Eu estou com medo de que nós não podemos ainda confirmar nem uma nem outra notícia", disse o ministro de relações exteriores da Inglaterra, Alistair Burt.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, negou-se a comentar a possível morte do filho de Kadhafi. "A ação da Otan na Líbia não tem como alvo indivíduos em particular", disse Cameron. "Os objetivos da política da Otan e da aliança são absolutamente claros. Estamos cumprindo a resolução 1973 da ONU para prevenir a perda de vidas de civis inocentes que são atacados pela máquina de guerra de Kadhafi", disse Camero.
Nenhum comentário:
Postar um comentário