sábado, 7 de maio de 2011

Coronel da Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro (UPP -RJ) visita o Calabar

Cada vez mais acostumado à paz, o coronel Robson Rodrigues, coordenador das 16 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) já instaladas no Rio de Janeiro, passeou pelas ruas do Calabar com a capitão Maria Oliveira, comandante da primeira Base Comunitária de Segurança da Bahia, e gostou do que viu. “Ela está com a faca e o queijo nas mãos. Percebo que a situação aqui é de controle e que a comunidade está pró-ativa, contribuindo com o trabalho da Polícia”, definiu o oficial.
Com estrutura de segurança semelhante às instaladas nas favelas cariocas, a comunidade do Calabar, segundo o coronel, está pronta para dar ainda mais passos rumo à cidadania. E com uma grande coincidência: aqui, como lá, a primeira UPP é comandada por uma mulher. “Minha sala tem flores. Um arranjo que ganhei na inauguração da Base, outras que ganhei de moradores e essas, novas, ganhei da Rondesp. Quem disse que eles não são sensíveis? Adorei”, conta a capitão Oliveira, que comanda 119 PMs que atuam na comunidade.

Durante a visita, na quinta-feira, o coronel visitou as instalações da Base, falou com moradores e parabenizou a tropa pelo trabalho de aproximação com a comunidade. “Esse é um grupo que se destacará no combate ao crime, já que eles estão desempenhando o que é, de fato, o papel de Polícia: prevenção e apoio ao cidadão”, explicou. “Sugeri à capitão que use também seus homens como professores de pré-vestibular, esportes e música, o que facilita ainda mais a aproximação, principalmente com os jovens”.

Um dos fatores que estamparam o sorriso no rosto do coronel Robson foi uma reunião que estava sendo realizada, no momento de sua visita, entre líderes comunitários e representantes das secretarias municipais de Educação, Emprego e Renda e Desenvolvimento Social. “Aqui, os próprios moradores estão tomando a iniciativa. Isso é fundamental. E, dando certo, outras comunidades vão acabar pedindo a implantação de políticas como essa”, pontuou o comandante carioca. Guiado pela capitão Maria Oliveira, o coronel passeou pelo Calabar e elogiou
Um ponto negativo observado pelo coronel foi a permanência de dois obstáculos que impedem carros de passar, logo na rua principal de entrada à comunidade. Os piquetes, segundo ele, devem ser derrubados. “Isso mostra que o território foi, de fato, retomado. E que a população pode ir e vir com tranquilidade”, alertou.

“Esse projeto não visa acabar com a criminalidade ou erradicar o tráfico de drogas. Tem apenas o objetivo de devolver aos moradores da área o espaço público, livre de impedimentos ou ameaças”, destacou.

Atenta e anotando as dicas – “muito importantes para quem está assumindo esse desafio” –, a xerife do Calabar prometeu colocar em prática os bons exemplos que deram certo nas comunidades cariocas. “São dicas pertinentes e vamos avaliar sua eficiência na nossa comunidade. Só tem uma semana que a Base foi inaugurada. E, pelo que tenho visto e ouvido, estamos no caminho certo”, observou a capitão. “Ela merece todas as flores”, completou o coronel.

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